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Veja dez regras sobre o primeiro encontro que podem ser quebradas

Muito já se falou sobre o que pega bem ou mal quando duas pessoas combinam de sair para se conhecer melhor. No entanto, várias dessas normas são uma verdadeira ofensa a um dos atributos principais para o sucesso de um primeiro encontro: a espontaneidade. Fingir ser quem não é pode até impressionar o outro, mas dificilmente sustenta uma relação. Por isso, listamos, a seguir, quais princípios você deve dispensar para se dar bem. Por Heloísa Noronha, do UOL, em São Paulo

1 – A MULHER NÃO DEVE SE VESTIR DE FORMA SEXY: se a mulher já adotar um estilo sensual no dia a dia e usar roupas que tentem disfarçar essa preferência, provavelmente se sentirá incomodada, uma espécie de fraude. “Além disso, fingir um estilo que não se tem é abrir mão da autenticidade em troca de uma suposta aprovação. O importante é estarmos felizes e confortáveis com nossas escolhas valorizando quem somos”, afirma Robertha Haddad Blatt, psicóloga e terapeuta de casal, do Rio de Janeiro (RJ)

2 – PEGA BEM O HOMEM SUGERIR UM LUGAR ROMÂNTICO OU SOFISTICADO: se o objetivo for exclusivamente impressionar, essa motivação pode atrapalhar uma escolha que estaria baseada na sensibilidade e no bom senso. “E o que pode impressionar uma mulher é muito relativo e particular”, fala a psicóloga e terapeuta de casal Robertha Haddad Blatt. Para Mariana Iannuzzi, psicóloga especializada em consultoria de imagem pelo FIT/NY (Fashion Institute of Technology of New York), é óbvio que as circunstâncias merecem uma atenção especial. “Afinal, o homem vai sair com uma mulher com quem quer algo a mais, não com a turma de amigos, então vale escolher um lugar legal para o primeiro encontro. Mas é fundamental optar por um local que tenha a cara dele e onde ele possa se sentir à vontade para ser quem é”, diz Mariana. Portanto, mais vale um boteco moderninho e descontraído que renda uma conversa agradável a passar a noite toda sob tensão num restaurante pouco acolhedor

3 –  PROCURE MOSTRAR O MELHOR DE SI: agir como se estivesse em uma entrevista de emprego pode comprometer a espontaneidade do encontro. E, em alguns casos, pode parecer que a pessoa está representando um personagem que considera ideal para a situação. Apostar na sinceridade, sem forçar a barra para tentar agradar, é a melhor alternativa para tudo fluir bem. “Ser espontâneo favorece a empatia e a conexão com o outro”, fala a psicóloga Robertha Haddad Blatt

4 – SE O HOMEM NÃO TENTA PELO MENOS UM BEIJO, É UM BANANA: segundo a psicóloga Gisela Castanho, de São Paulo (SP), um homem de verdade se respeita. “Marcar um segundo encontro pode ser mais corajoso do que repetir o chavão de tentar transar com todas”, comenta. “A mulher poderá se sentir valorizada e perceber que ele quer conhecê-la melhor porque se interessou de verdade. Agora, se a química rolar e ambos quiserem transar, por que não?”, completa

5 –  NÃO SE DEVE CONVERSAR SOBRE RELACIONAMENTOS ANTIGOS: o assunto pode vir à tona. Não falar nada, tentar mudar o rumo da conversa ou simular frieza vai soar estranho. Com pessoas mais maduras, que já foram casadas, é o tipo de tema que costuma aparecer nessas ocasiões. “É natural que surja o assunto e que o outro queira saber como foi, o que deu errado. O que não pode é ficar falando de ‘ex’ sem parar, a noite toda, senão vai dar a impressão de que a pessoa ainda é muito importante”, declara a psicóloga Gisela Castanho. “Compartilhar fatos da vida pessoal reforça a construção da intimidade, porém falar detalhes e se estender muito no assunto sobre amores do passado pode gerar constrangimento no interlocutor e será deselegante”, diz a psiquiatra Dinah Akerman, de São Paulo (SP)

6 – NÃO SE DEVE ABORRECER O OUTRO COM HISTÓRIAS SOBRE FILHOS: filhos ocupam um papel central na vida de quem é mãe ou pai. Não comentar nada sobre eles é, no mínimo, esquisito. É importante valorizar sua história e deixar o encontro fluir naturalmente. “Falar dos filhos pode sinalizar a maneira como você se relaciona com o mundo à sua volta e denota afetividade e preocupação”, informa a psiquiatra Dinah Akerman. “Entretanto, filhos e animais de estimação não devem monopolizar a conversa a noite toda”, conta a psicóloga Gisela Castanho

7 – DEMONSTRE AUTOCONFIANÇA E TUDO DARÁ CERTO: mostrar um pouco de nervosismo com a situação pode ser bem charmoso aos olhos alheios, sabia? Para a psicóloga Gisela Castanho, assumir que um primeiro encontro é uma situação desconfortável é natural, falar a respeito disso é sempre bom. Afinal, alguém tem primeiros encontros a toda hora? É um momento em que um está “tateando” quem é o outro, ambos estão se descobrindo. “Ter um pouco de ansiedade é normal e faz a pessoa parecer comprometida”, afirma a psiquiatra Dinah Akerman

8 – PROCURE PONTOS EM COMUM PARA CONVERSAR: pode acontecer simplesmente de esses tais pontos em comum não surgirem ou não existirem. E aí, o que resta é dar uma desculpa para encerrar o encontro, pedir a conta, pegar a bolsa ou a carteira e ir embora? Reflita: a diferença pode ser bem atraente e enriquecedora. “Falar honestamente sobre quem somos, o que sentimos e nossas experiências boas e ruins é uma excelente definição de coragem, pois arriscamos nossa vulnerabilidade. É mais fácil sentir empatia, ligação e afinidade por alguém real”, diz Robertha Haddad Blatt, psicóloga e terapeuta de casal. “E a vida do outro pode ser algo muito interessante se você tentar entender o que a pessoa vê de bom nela. Tentar ver o mundo com os olhos alheios ajuda a evoluir”, explica Gisela Castanho, psicóloga

9 – EVITAR FALAR SOBRE O FUTURO: não é estranho armarem um encontro e depois deixarem a continuidade (nem que seja de uma amizade) “a Deus dará”? Óbvio que abrir o jogo sobre o fato de que está procurando alguém para casar é uma questão íntima, que não se confessa de imediato. Mas duas pessoas que marcaram um encontro para se conhecerem melhor provavelmente desejam algum tipo de relacionamento. “Não falar nada parece rejeição”, comenta a psicóloga Gisela Castanho. Alguma perspectiva, mesmo que não seja das melhores, precisa coroar o encontro. Outra dica: “Não precisa falar do futuro da relação que está apenas começando, mas de projetos futuros”, declara Robertha Haddad Blatt, psicóloga e terapeuta de casal. É uma forma sutil de tocar no assunto

10 – NÃO CRIAR EXPECTATIVAS: é uma situação nova, e raramente alguém trata um encontro como algo banal. As expectativas não devem iludir a pessoa a ponto de ela pensar que “se eu gostei dele, então ele também gostou de mim”. Mas fugir de qualquer tipo de esperança ou probabilidade não livra ninguém de uma decepção. “Como se fosse possível ter controle sobre as questões do coração e tantas outras… Será que queremos mesmo deixar de ter emoções e expectativas sobre os eventos da vida? O que perdemos com isso?”, pondera a psicóloga Robertha Haddad Blatt. Antes de sair de casa, pense: vou conhecer uma pessoa nova que, no mínimo, pode se transformar em uma amizade para a vida toda. E boa sorte!