Player brasileiro cria listas de música para ‘sensualizar’ e ‘fritar o melão’

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Fuçando na internet eu acabei de achar um site que achei muuuito interessante e já salvei nos meus favoritos.

E pra não dar apenas o link vou transcrever a matéria do G1 sobre o site.

Sem paciência para criar uma lista de músicas para tocar durante o churrasco de fim de semana? O tocar de músicas on-line Superplayer.fm criou uma. Também há seleções para momentos família como almoços de domingo, agitadas como para correr e treinar pesado, e as bem tranquilas ‘pegando no sono’ e ‘sombra e água fresca’.

“Há vários tocadores ‘on demand’. Os usuários têm acesso a um acervo enorme, mas têm que selecionar eles próprios o seu próprio acesso. É como o Google, que possui milhares de links de notícias. Queremos ser mais como um jornal, que entrega o que é mais importante”, diz Gustavo Goldschmidt, que junto de seus dois irmãos fundou o Superplayer (veja aqui).

Segundo ele, o Superplayer é uma rádio on-line, em que não há espaço para fotos e informações dos músicos. “Conveniência é a palavra”, diz, aproveitando para explicar que o intuito é criar um tocador que faça apenas isso: toque música. “É para todo mundo: quem não manja nada de música, mas quer música para determinada situação.”

Além das listas temáticas, o tocador também possui seleções por gênero musical, como os clássicos Rock, MPB e Samba. Mas também há gêneros sugeridos por ouvintes, como o Rock Gaúcho.

Além de rodar em PC, também há versões do Superplayer em aplicativos para celulares com sistemas Android. Em breve haverá um app para iPhones e iPads.

Apple no meio do caminho
Apesar de algumas ferramentas do Superplayer lembrarem o Songza, aplicativo norte-americano que toca músicas por meio de listas temáticas engraçadinhas, Goldschmidt explica que a ideia para uma ferramenta de música nasceu em 2011. Mas o lançamento só ocorreu no 1º de abril de 2013 –é sério.

O tocador é o resultado de uma ideia de negócio bem diferente. Inicialmente, Goldschmidt e seus irmãos pensavam em lançar uma ferramenta que sincronizava as músicas de um smartphone com as dos PCs.

No entanto, tinha uma Apple no meio do caminho dos três: a dona do iPhone lançou o iCloud, que, grosso modo, executa esse tipo de sincronização. “É isso que acontece. O mercado é muito dinâmico. As peças vão sempre mudando e você tem que se adaptar rápido.”

Fritar o melão
Como a ideia foi para o vinagre, decidiram continuar a trabalhar com música, mas preferiram criar um tocador on-line. Quando chegaram a um modelo de player por streaming, começou a ganhar força no Brasil o Grooveshark, e outros como Deezer e Rdio apontavam o Brasil como mercado atrativo.

Fim do projeto? Negativo. “Aí surgiu a opção do Superplayer como organizador de conteúdo. A gente tentou criar uma linha editorial para cada estilo de música”, conta Goldschmidt.

As ideias para compor as listas partem da equipe do Superplayer. Mas ouvintes também podem sugerir seleções. Vêm por aí, por exemplo, as listas de músicas “para torcer” e de “ritmos latinos para dançar”.

Após alcançar 100 mil visitantes únicos no primeiro mês de vida, a equipe do Superplayer engavetou a ideia de desenvolver plataformas de música para empresas e apostar no tocador, hoje com 220 mil visitantes mensais.

O intuito é incluir anúncios na forma de vinhetas, como em rádios convencionais, ou em listas patrocinadas. Também contou estar entre os 2,3 mil sites mais visitados do Brasil.

Os defensores dos direitos autorais podem ficar tranquilos. A empresa paga ao Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) para tocar as músicas.

A única dúvida em torno do negócio é onde os rapazes vão buscar tanta criatividade para descrever suas listas. A seleção para “fritar o melão”, por exemplo, diz: “Músicas eletrônicas para fazer você rolar no carpete, abraçar a cortina e beber água da piscina”.

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