Uma mulher que queria ensinar um golfinho a falar inglês acabou se envolvendo intimamente com o animal. Margaret Howe Lovatt se relacionou com o golfinho Peter, como parte de um experimento da década de 1960.
O animal era objeto de estudo da Nasa, que visava ensinar a língua inglesa para outras espécies que não humanas. Margaret viveu confinada em uma casa-aquário, junta ao golfinho, durante dez meses, nas Ilhas Virgens, nos EUA.
Agora, quase 50 anos após a experiência, a mulher falou sobre sua relação em um documentário à BBC.
“Peter gostava de ficar comigo. Ele se esfregava nos meus joelhos, nos meus pés, nas minhas mãos e eu permitia porque não era desconfortável pra mim”.
Margaret relatou que, inicialmente, colocava Peter em um elevador para que ele se “divertisse” com as fêmeas. Mas, como as necessidades do animal se tornavam cada vez mais urgentes, e o transporte de Peter se fazia também cada vez mais difícil. Ela se permitiu viver a experiência com o golfinho.
De acordo com ela, a expectativa dos estudiosos era que o estudo contribuísse também para o processo do aprendizado do idioma para Peter.
A mulher disse que a relação desenvolvida com o animal foi íntima apenas para ele. Para ela foi algo somente sensual.
O experimento não foi finalizado por conta de rumores da época sobre o estudo. Algumas pessoas suspeitavam de que os golfinhos estariam sofrendo abuso de drogas com testes de LSD. Além disso, o envolvimento entre a mulher o animal também ressoou como escândalo.
O documentário que leva o nome de “The Girl Who Talked to Dolphins” (A garota que conversou com golfinhos) será exibido na quarta-feira (11/6), pela emissora produtora.

 

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