Você tem ideia de qual fatia da indústria de games é pirateada no Brasil, além de “uma grande”?  Um estudo recente apontou que 82% dos jogos de videogame comercializados por aqui são pirateados (!!). O apontamento do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) estima que cerca de R$ 140 milhões sejam retirados de circulação do mercado legal devido à pirataria de jogos.

Os estudos do Fórum, que deseja combater as vendas clandestinas de uma maneira geral, não apenas nos jogos, revelaram que, em 2012, R$ 2 bilhões foram originados dessa prática, um valor 25% mais alto que em 2011. Ou seja, o crescimento desse mercado é rápido e exponencial. No mesmo ano, foram apreendidas por volta de 650 mil propriedades audiovisuais pirateadas no Brasil, entre jogos e softwares – o PlayStation 2 figura entre o console que mais tem jogos copiados ilegalmente.

A despeito do que se imagina, a pirataria de produtos audiovisuais não é exclusivamente resultado de contrabando. De acordo com o presidente da organização, existem estruturas profissionais movimentando esse nicho dentro do Brasil.

Ao piratear uma mídia, o usuário colabora para uma desestruturação profunda do mercado, sem contar os riscos para si próprio. A título de curiosidade, brinquedos, por exemplo, comercializados de maneira ilegal, podem acarretar acidentes como asfixia e ferimentos. Já as mídias físicas, como DVDs, Blu-rays e jogos podem danificar leitores e aparelhos.

Se você só pirateia jogo digital, saiba que não é diferente, em âmbito algum, de quem pirateia qualquer outro tipo de produto. Mesmo a prática de downloads ilegais já é ameaça suficiente à estabilidade da economia do país, sem contar que você está ajudando a financiar o crime.

Pois é. Conforme consta no artigo 184, § 2º do Código Penal, a violação de Direitos Autorais (o que, no caso, corresponde à pirataria) a Lei criminaliza quem “distribui, vende, expõe à venda, aluga, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito do autor, do direito de artista intérprete ou executante, ou, ainda, aluga cópia ou original de obra intelectual sem expressa autorização dos titulares dos direitos autorais ou de quem os represente”. E a pena pode variar entre 2 e 4 anos de reclusão, além de uma bela multa aplicada que sairia muito mais caro do que alguns jogos de videogame. Talvez esse crime não compense, não é?

via TecnoBlog com informações: UOL Jogos