Ejetar USB com segurança: isso realmente tem alguma utilidade?

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Quem nunca puxou um pendrive com tudo de um computador porque a vida é muito curta para remover hardware com segurança?
A questão que fica é: isso tem alguma consequência? Quão útil é esse recurso, afinal?

Aula de história

Ao longo do tempo, sistemas operacionais tratam discos como objetos confiáveis que não vão alterar seu estado de repente. Isso significa que, ao ler ou escrever arquivos, o sistema operacional espera que esses arquivos permaneçam acessíveis e não desapareçam de repente, no meio da leitura/gravação.
Se um arquivo é aberto, um programa de leitura desse arquivo espera ser capaz de voltar a ele e continuar a leitura a qualquer momento. Da mesma forma, novos comandos realizados podem ser enviados para a gravação e esquecidos pelo programa principal. Se uma unidade desaparece entre o momento do envio e da gravação dos dados, esses dados podem ser perdidos para sempre.
Nos velhos dias, havia processos formais para armazenar dados em mídias. O ato acionava um interruptor mecânico para detectar a presença ou ausência de uma mídia. Uma vez que o mecanismo era acionado, o software podia começar a usá-la. Algumas mídias tinham até um “travamento” mecânico para impedir que fossem ejetadas ou removidas até que os processos de software usando-as liberassem a trava.
Nos atuais USBs de armazenamento conectados, não há travamento mecânico. O usuário pode decidir tirar a mídia do sistema operacional a qualquer momento, e todo tipo de programa pode pirar sobre essa perda repentina. “Ei! Eu estava usando isso!”.

Dá problema?

Os sintomas podem incluir perda de dados, sistemas de arquivos corrompidos que deixam de funcionar, ou computadores que requerem uma reinicialização.
A remoção segura executa a ação necessária para evitar quaisquer efeitos colaterais ruins e inesperados que podem ocorrer se um programa perde o seu acesso a uma mídia repentinamente.
Em resumo, a remoção segura:
  • Libera todas as gravações ativas para o disco;
  • Alerta todos os programas (que sabem ser alertados) que a mídia está indo embora, para que eles tomem as medidas adequadas;
  • Alerta o usuário quando os programas não conseguiram agir, e ainda estão mantendo arquivos abertos.
Você pode remover uma mídia a qualquer momento, mas fica à mercê de quão bem os programas que a utilizam vão lidar com seu desaparecimento repentino.

Deve ficar tudo bem, na maior parte dos casos

Muitas medidas foram tomadas em computadores modernos para se defender contra a remoção descuidada de mídia. Por exemplo, o Windows introduziu um recurso chamado “Otimização para remoção rápida” que garante que os dados sejam gravados rapidamente, em vez de eficientemente.
Se você estiver exclusivamente lendo uma mídia, a remoção segura provavelmente não é necessária. Se você estiver fazendo gravações, também deve poder ignorar a remoção segura caso não tenha gravado nada recentemente.
No entanto, o recurso tem, sim, utilidade. Como seu nome sugere, é a única maneira realmente segura de remover um hardware. Você provavelmente não precisa dela na maior parte do tempo, mas é um bom hábito para se ter, uma vez que perder dados é muito chato.
fonte: Gizmodo