Como identificar aquilo que você nasceu para fazer

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A seguir você verá uma adaptação do What Is Your WHAT? (Qual é o seu O QUÊ?), o novo best-seller do New York Times escrito por Steve Olsher.

Mahatma Gandhi. Madre Teresa. Dr. Martin Luther King. Além de ser três das pessoas mais respeitadas e influentes do século passado, eles tinham outra coisa em comum: Cada um descobriu o seu “O Quê”, perseguindo os seus “O Quê” com grande estratégia e perseverança até que eles fornecessem os benefícios dos seus “O Quê” àqueles que mais precisavam.

O seu “O Quê” é a única coisa maravilhosa que você nasceu para fazer e, é composta dos dons, do veículo que você irá usar para compartilhar seus dons com o mundo e as pessoas que você deverá servir.

Para identificar seus dons, siga essas três etapas:

Primeiro Passo: Responda a pergunta: O que você ama? Pense sobre todas as coisas que você ama fazer e anote. Olhe para trás: O que você adorava fazer quando era um adolescente? Mesmo que você não faça isso há muito tempo, se isso ainda te trás prazer, anote.

Foque nas atividades e interações que elevam sua alma. Evite listar habilidades que você é bom simplesmente porque praticou ao longo do tempo.

Agora, cave ainda mais fundo.

Lembre-se a tempos atrás quando você ria loucamente? O que desencadeou o riso?

E como um adulto, o que te dá arrepios? Talvez seja o momento quando você vem com uma boa ideia e percebe que achou a solução que estava procurando. Amarre o momento dos arrepios com as descrições que encapsulam a atividade em um substantivo ou adjetivo – como cantando, ensinando ou conversando.

Quando recordar um momento especial, tente não ser tão literal, olhe as entrelinhas. Por exemplo, imagine que você achou uma memória de uma noite jogando boliche com a sua avó. Ao invés de escrever “boliche com a Vó” na sua lista, amplie para “investindo tempo com um amado membro da família”.

Com outro exemplo, diga que fechou um grande negócio no ano passado e se sentiu muito bem com isso. As recompensas monetárias são os tangíveis, mas o que importa neste exercício é o senso de realização que você sente e como isto reforçou sua autoestima. Isso poderia ser resumido como “fechar um grande negócio”.

Em seguida, pense nos seus traços de caráter. É ousado, destemido, aventureiro, divertido e/ou de entretenimento? Talvez você seja criativo, intuitivo, um grande organizador ou tem um ouvido para a música.

Pense sobre como esses traços são expressos através da sua interação e atividades. Por exemplo, se você é um organizador extraordinário, talvez você ame organizar horários ou casas de pessoas.

Em seguida, coloque as atividades que você identificou em ordem de preferência.

Eu descobri 29 atividades. Este foi o meu top três:

  • Ter um tempo especial com a minha esposa.
  • Investir tempo com os que amo.
  • Ensinar outros como descobrir o seus “O Quê”.

Segundo Passo: Responda a pergunta: O que você detesta? Se você está claro sobre as atividades que despreza, pode estabelecer uma forte fundação para mover sua vida pra frente começando a retira-las da sua vida.

Seja o que for que mexe com os seus botões (de uma forma ruim), anote-os. Mesmo que você se preocupe que os outros talvez vejam essas coisas como mesquinhas, inclua-as. A chave é reconhecer seus pensamentos e sentimentos.

Agora, reflita o porquê lamentar uma atividade. Amarre esses momentos às descrições que encapsulam a atividade em um substantivo ou adjetivo – por exemplo, lavar, assistir TV, comer alimentos não saudáveis, estar perto de pessoas más, comprar.

Em seguida, coloque essas atividades que você identificou em ordem, do mais para o menos desagradável. Eu descobri 15 atividades. Este foi meu top três:

  • Lidar com ninharias.
  • Ser afetado pela falta de integridade dos outros (ex: pessoas não honrando seus compromissos).
  • Estar com pessoas que minimizam ou mitigam os meus sentimentos.

Agora pense sobre como você gasta um dia comum e descubra quanto tempo é dedicado a essas atividades que você despreza. Você tem que parar de fazer a maioria dessas coisas porque a vida é muito curta e elas estão aos poucos te matando.

Terceiro Passo: Descubra as Sete Sementes De Sua Alma. Agora, pegue a lista de Coisas Que Amo Fazer e Coisas Que Odeio Fazer. Comece com o primeiro item em sua lista de Coisas Que Amo Fazer e pergunte a si mesmo quais das seis questões abaixo estão relacionadas à atividade. Cada resposta deve ser um definitivo sim ou não.

  1. Mesmo que você não recebesse um centavo para isso, você ainda assim gostaria de fazer?
  2. Será que fazer isso o inspiraria todos os dias?
  3. Fazer isso vem pra você naturalmente como respirar?
  4. Você sente que recebeu um dom especial para fazer isso?
  5. O tempo parece voar quando você está envolvido nessa atividade?
  6. Você pode, possivelmente, ganhar dinheiro fazendo isso?

As pessoas normalmente têm dificuldade em responder sim ou não para as questões nº 4 e nº 6.

Para a questão nº 4, tenha em mente que enquanto você ainda não possa ser um mestre desta atividade, se você sente paixão por isso e/ou passa muito tempo engajado nisso, talvez você possa ter recebido um dom especial para fazê-lo. Em tal caso, sua resposta para a questão nº 4 é provável que seja sim.

Para a questão nº 6, baseie sua resposta em se você pode, possivelmente, ganhar dinheiro realizando a atividade, não se você está fazendo isso atualmente. Se você tem um dom genuíno, você poderá monetizar praticamente qualquer hobby, interesse ou esforço. Portanto, sua resposta seria sim.

Se alguma das suas respostas para essas seis questões for não, passe um traço na atividade e siga para o próximo item na sua lista de Coisas Que Amo Fazer.

Continue esse processo até que você alcance uma atividade que resulte em sim para todas as seis questões.

Quando eu completei este exercício, uma das atividades que veio com os seis sim respondidos foi: Ensinar outros como descobrir os seus “O Quê”.

Quando você chegar a um item com os seis sim respondidos, circule isso e então pergunte a si mesmo essa questão final: Será que executar essa atividade envolve qualquer coisa na minha lista de Coisas Que Odeio Fazer?

Para a atividade amada passar os critérios de as Sete Sementes De Sua Alma, isso tem que corresponder não mais do que duas das suas odiadas atividades. (Praticamente qualquer atividade que você se comprometa vai incluir alguns aspectos que você não gosta. O nível de desconforto tem que ser apenas suficiente para ser tolerado.)

Se você respondeu sim ao menos três vezes, dê um círculo duplo na atividade por que você irá retornar a ela.

É possível que os seus dons natos não apareçam na primeira metade ou até mesmo nos primeiros dois terços de suas coisas da sua lista de Coisas Que Amo Fazer, então seja paciente e trabalhe em cima de cada item.

Agora, anote as atividades que você marcou com um círculo duplo. Se você ficou com mais de três, as chances são de que você não estava sendo suficientemente honesto consigo mesmo. Neste caso, tente novamente.

Depois de identificar três ou menos atividades, seu último trabalho é identificar sinergias entre eles e/ou escolher os substantivos específicos ou adjetivos que melhor definem os seus dons. Isso serão normalmente as primeiras palavras da sua ocupação.

No meu caso, elas foram Ensinar, Falar e Inspirar.

Depois de pensar mais profundamente, percebi que todas elas faziam parte de um tema abrangente: Comunicação. Isto representa a primeira parte da equação “O Quê” – meu verdadeiro dom.

Revise seus resultados e anote seus dons usando uma ou, no máximo, duas palavras para cada. Se possível, identifique um tema abrangente.

Se você pode identificar seus dons e completar a sua equação “O Quê”, também pode identificar o veículo que você irá usar para compartilhar seus dons com o mundo e as pessoas que você está mais obrigado a servir. Você provavelmente vai se sentir como se tivesse tirado um saco de 500 quilos de areia dos seus ombros.

Identificar o seu “O Quê” é normalmente uma experiência muito emocional. Isso deve movê-lo e injetar oxigênio no seu pulmão.

Procure viver como quem você nasceu para ser e você irá alcançar o seu verdadeiro destino.

Texto por Steve Olsher, traduzido por Luciano Junior. Originalmente publicado em inglês no The Huffington Post.

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